02 junho 2009

não guardo rebanhos... - Mel de Carvalho


Não guardo rebanhos no topo de penhascos
nem da imensidão dos mares busco fundos bastos.

Guardo de ti a fome colapsa em líricas d’astros
a explodir-se em magma esculpido, baba de minha boca,
no instante exacto em que me alongo, imensa e louca,
extensa em pranto e logo em risos perpétuos d’alabastro.

Alojo escrínios secretos e lá tiaras fêmeas d’alfabetos,
em resguardo, no recato, aquém d’olhares de comuns mortais:
Sons, vagidos caudalosos, gemidos, frémitos de comum partilha - os teus gestos, os teus passos, os teus desvarios abissais.

Deliro na eternidade que te ofereço, em cada bruma
madrugada e, da vida não busco glórias outras que não
sejam, lousas da terra, búzios da ilha, corais e brilhos do alto-mar.

[Serena é a olência, de enzima física a fragrância,
líquida a inocência d’águas desposas, destas outras
o sal em que me desnudo lívida e franca de ousar t’amar].

não guardo rebanhos... - Mel de Carvalho


Amadíssimo Senhor

Amo-LHE tanto!
obrigada por todos os carinhos,
por me fazer conhecer o tamanho do meu coração
da minha alma
do meu desejo...

beijos doces

SUA maria da luz

2 comentários:

O Profeta disse...

Mil caminhos
Esta viagem sem velas nem vento
Este barco na bolina das ondas
Esta chuva miúda transborda sentimento

Amarras prendem o gesto
Arrocham um coração que bate incerto
Uma gaivota retoca as penas com espuma
Levanta voo em rumo concreto

Partilha comigo “100 Anos de Ilusão”


Mágico beijo

Sir Stephen e SUA maria{SS} disse...

mil beijos para vc, Profeta

maria{SS}